Como fazer um 2017 melhor para as crianças

By 09/01/2017Dica
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Muita gente disse que 2016 foi um ano difícil em muitos sentidos e, de fato, foi um pouco complicado, né? Apesar disso, nós temos que nos esforçar para manter esses problemas entre os adultos, porque levar as dificuldades do dia a dia para as crianças não é nada saudável: as crianças não assimilam os problemas da mesma forma que os adultos e, mesmo que entendam, não faz bem carregá-las com preocupações. Mas, e para você? Como foi 2016? O que você espera deste ano?

A KidStok decidiu começar as postagens de 2017 dando um empurrãozinho em você, que talvez esteja desorientado em relação ao bem-estar dos seus filhos, netos, sobrinhos e assim por diante. Nós sabemos e valorizamos a importância da felicidade dos pequenos, uma vez que as memórias da infância são muito marcantes. Confira com a gente, então, o que separamos!

 

Deixe as crianças crescerem

A cada instante de nossas vidas estamos crescendo, evoluindo, envelhecendo, e isso é muito mais notável nas crianças. Infelizmente, em algumas famílias, as crianças só evoluem fisicamente, uma vez que os pais ou seus responsáveis limitam a liberdade delas por um ou outro motivo. É muito importante saber até onde devemos conter as crianças, impedi-las de fazerem suas coisas. Criar um filho, principalmente em grandes cidades, assusta muitos pais, que se preocupam com a condição de seus pequeninos no mundo. Contudo, se não arriscarmos deixar as crianças começarem a fazer suas coisas por conta própria, como arrumar sua própria cama, fazer o próprio lanche no café da manhã, incentivá-las a lidar com dinheiro em atividades corriqueiras, como comprar pão na padaria da esquina ou um doce na cantina da escola, dando-lhes credibilidade. Valorizar o potencial da independência do seu filho desde cedo faz com que ele cresça mais autossuficiente, e não sofra tanto quando se deparar com situações mais sérias no futuro. Neste ano, se esforce para deixar que seus filhos aprendam a fazer suas próprias coisas. Isso não significa que você tenha que abandoná-los, mas, mostrar que eles não dependem tanto de você quanto imaginam.

 

Faça com que a relação de vocês seja de cumplicidade

Popularmente, nós dizemos que os pais são os melhores amigos dos filhos, mas, até onde somos tão amigos dos nossos pequenos? De fato, a amizade entre pais e filhos deve ser equilibrada e atenuada com uma dose a mais de juízo, uma vez que devemos dar liberdade a eles, mas precisamos aconselhá-los e mostrar soluções para as questões que os nossos filhos querem tratar com a gente. Mas, nem todos conseguem fazer com que essa relação seja saudável, ou favorável para as crianças. Vejamos no exemplo: você e seu filho possuem uma relação harmoniosa, existe confiança entre as duas partes. Contudo, num determinado momento, ele chega com uma ideia diferente, que aprendeu com um amigo. Você se assusta e logo o proíbe de continuar falando desse assunto. Em casos assim, a perda de confiança da parte do seu filho é muito grande.

Para termos uma relação de cumplicidade com nossos filhos, é preciso aprender a compreender as situações que eles trazem para a gente. Entender uma situação antes de reprová-la é uma forma de fazer com que você não distancie a relação e a confiança entre vocês, mesmo sabendo que o que seu filho te fala ou faz não vai fazer bem para ele. É como falar com um amigo com quem não temos intimidade, num tom assim: “eu entendo que você gosta disso, mas tem certeza de que vai te fazer bem?” – isso estimula a própria capacidade da criança de refletir sobre as situações em que está, o que garante que, lá na frente, eles não encontrem dificuldade em resolver os próprios problemas.

Busque ajuda com quem entende do assunto

Quem cuida de uma criança nem sempre vem ao mundo preparado para isso. Muitos buscam ajuda das próprias mães, parentes, amigos que já passaram pela fase de preparar uma criança pelo mundo, que são ajudas muito valiosas. Aliados a isso, há também livros que podem te encaminhar melhor para o mundo da maternidade, da paternidade e enfim, das pessoinhas em geral. Confira:

Os Filhos da Mãe: Como viver a maternidade sem culpa e sem o mito da perfeição, um livro de Marcia Neder para auxiliar mães e pais a deixarem de colocar os filhos acima de qualquer coisa em suas vidas, já que isso pode fazer com que as próprias crianças mandem nos pais, defasar a relação do casal e ainda limitar os pais a crescerem na vida. Marcia ensina, principalmente para mulheres, como é importante saber até onde colocar os filhos como prioridade, já que nem sempre é saudável deixá-los em primeiro plano.

Crianças francesas não fazem manha, da jornalista americana Pamela Druckerman, que conta sobre o modo com que os franceses criam seus filhos, e o quanto isso é positivo em relação às outras culturas de criação. A lição de Pamela: não é preciso se desdobrar, deixar sua própria vida ou se sacrificar em todas as situações só para cuidar de suas crianças.

Quem ama, educa! Formando cidadãos éticos, de Içami Tiba, um livro para inteirar-se à realidade do século XXI e entender que as crianças de hoje, e o modo de criação delas, é diferente do modo como fomos criados. É importante aceitar essa realidade e se adaptar ela, não pela vontade das próprias crianças, mas para acompanhar o ritmo do mundo moderno.

Aproveite que o ano está só começando e faça um esforço para mudar hábitos e pensamentos desde já! Nós estamos na torcida e temos certeza de que você vai conseguir fazer a relação entre todos os membros de sua família muito mais harmoniosa, e garantir que seus pequeninos tenham uma infância ainda mais feliz e divertida! Boa sorte!